quinta-feira, dezembro 25, 2008
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Introdução à política - Lição 3
O nervoso não é bom conselheiro, mas acontece. António Costa é a prova disso: Comparando a candidatura de Pedro Santana Lopes à Câmara de Lisboa contra ele próprio com a corrida entre a cigarra e a formiga confundiu as fábulas. E quem confunde fábulas, no mínimo, é propenso a baralhar realidades, chapinhar na história, atascar-se no tempo. A fábula da corrida, se bem me lembro, refere a lebre e a tartaruga. Na pior das hipóteses o coelho e o cágado. Nunca, mas nunca, a corrida entre a cigarra e a formiga. A fábula da cigarra e a da formiga, essa, é outra história, relembrada aqui de forma magistral pelo incandescente e incontornável Dragão, uma espécie de Fernando Pessoa do século XXI.
terça-feira, dezembro 16, 2008
Introdução à política - Lição 2
As manobras ou exercícios que se vêm desenrolando nas altíssimas esferas da política nativa, atmosferas portanto, quer pelas bandas do CDS/PP quer pela bandas do Movimento que deu um segundo lugar a Manuel Alegre para a eternidade, são sazonais: acontecem em fase de preparação para o campeonato eleitoral. O objectivo de Portas, se conseguir arrebanhar inscrições no partido e roubar votos ao PSD, depois de uma eleições internas que lhe garantiram uma maioria terceiro-mundista na liderança com mais de 90% de votos, é colocar o seu partido como única alternativa de direita. O PSD, embora seja o único que já não esconde o jogo, alinhando de facto ao lado da maioria Socrática como se viu com a pseudo gazeta dos deputados à AR no passado dia 5, pagará caro nas urnas a estratégia sonsa que adoptou. Ou o desnorte em que mergulhou. O pêcêpê está no seu melhor: zangado e isolado. A esquerda caviar está à toa e procura namorado depois de perder a virgindade com a deserção de Sá Fernandes.
O PS prepara-se pois para disputar um campeonato eleitoral em excelente posição, beneficiando da balbúrdia em que se encontra mergulhada a oposição à esquerda e à direita, mantendo o seu rumo de terceira via, com os trabalhos de casa feitos e uma pipa de massa no horizonte sob a forma de subsídios antecipados. Com a ajuda do Zé Manel, claro.
O PS prepara-se pois para disputar um campeonato eleitoral em excelente posição, beneficiando da balbúrdia em que se encontra mergulhada a oposição à esquerda e à direita, mantendo o seu rumo de terceira via, com os trabalhos de casa feitos e uma pipa de massa no horizonte sob a forma de subsídios antecipados. Com a ajuda do Zé Manel, claro.
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Síndroma do Outão II
Almeida Santos sugeriu hoje que deixasse de haver plenários na Assembleia da República às sextas feiras, o que resolveria de imediato o problema do absentismo que se verifica nesses dias de votação. É a segunda versão do síndroma do Outão, lembram-se? Aquela história de destacar por decreto a cimenteira do Outão do Parque Natural da Serra da Arrábida? Relembro: foi o que Sócrates fez quando era Ministro do Ambiente, resolvendo com isso o problema da existência de um cancro a céu aberto numa Reserva Natural.
Melhor ainda seria fechar a Asembleia da República às sextas feiras, assim os deputados poderiam juntar-se mais cedo às suas famílias porque, como todos deveríamos saber, as sextas feiras são véspera de fim de semana. Acho que seria uma medida querida, terna e que cai bem em época de Natal.
Melhor ainda seria fechar a Asembleia da República às sextas feiras, assim os deputados poderiam juntar-se mais cedo às suas famílias porque, como todos deveríamos saber, as sextas feiras são véspera de fim de semana. Acho que seria uma medida querida, terna e que cai bem em época de Natal.
quinta-feira, dezembro 11, 2008
D. Manoel de Oliveira

Homenagem à profundidade deste olhar intemporal que nos deu a ver tanto de Portugal.
Foto de Pedro Ferreira tirada daqui.
segunda-feira, dezembro 08, 2008
Museus
Depois da ideia peregrina de se criar um Museu Fernando Pessoa sem nada a ver com a existente Casa Fernando Pessoa, ao que parece será agora criado o Museu de Arte Africana, ali ao lado do Museu das Janelas Verdes, também conhecido por Museu de Arte Antiga, segundo anúncio do próprio primeiro ministro previsto para hoje. Correspondendo obviamente ao preenchimento de uma lacuna gravíssima no panorama cultural nacional, dada a procura insaciável de museus por parte da população, correndo o sério risco de deixar às moscas Centros Comerciais e Hipermercados, a iniciativa abre um precedente interessante que poderá conduzir à criação de mais inutilidades tais como o Museu de Arte Europeia, o Museu de Arte Americana, o Museu de Arte Asiática, o Museu de Arte da Oceania e, porque não, o Museu de Arte da Antártida.
domingo, dezembro 07, 2008
O cancro de África
Tem um nome: Zimbabué. E alastra metásteses pelos vizinhos. África está a tornar-se um lugar perigoso. Sendo o último continente carregadinho de recursos por explorar constitui um alvo apetitoso para o desporto favorito norte americano: defecar bombas. África está cada vez mais perto de se tornar o palco de um novo conflito multinacional em cada dia que passa. As portas de entrada são várias e os pretextos ainda mais. O que se passa com os piratas da Somália é só e apenas mais um.
Elegância Socrática
O sexto lugar na elegância atribuído não sei por quem a Sócrates a semana passada fez mais pela sua reeleição em 2009 do que qualquer campanha eleitoral que venha a ser feita. Sendo um personagem de plástico, amante do Chávismo e adepto ferrenho da epidemia Magalhenesca, Sócrates deverá estar impante, com o seu ego nos píncaros, que é o local de onde se avista o Everest quando se olha para baixo. A esfrangalhada ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que cometeu o pecado mortal de defender e tentar aplicar um modelo de avaliação de professores para além da dúbia auto-avaliação, está mais desgastada que os pistons de um autocarro da carris dos verdes, de porta atrás, dos que já nem existem. Deixá-la cair, como eu já referi aqui, já nem é maldade: é caridade. Talvez em Março/Abril como profetizou Vasco Pulido Valente sexta feira passada na TVI, ou talvez mais cedo. Se calhar ela própria bate a porta um dia destes, antes do fim do ano. O cargo de ministro de educação é sempre ingrato num país pejado de gente mal educada e malcriada. Um cargo destinado à guilhotina, como referiu Miguel Sousa Tavares no Expresso de ontem, aparelho pilotado desde sempre por gente malcriada e mal educada.
sábado, dezembro 06, 2008
Chumbar por faltas
Ele há coisas do caralho. Não percebo, juro que não percebo, o porquê da indignação de tantos portugueses com a falta ao trabalho de trinta funcionários públicos incompetentes e excedentários (por puro acaso todos eles deputados do PSD) que se verificou na passada sexta feira. Porquê as manifestações de rua que tiveram lugar hoje em todo o país? A indignação vociferada em altos berros nas praças, pracetas e becos da Nação; o tempo de antena que isso ocupou; os posts, os milhares de posts pespegados por bloguistas anónimos na sempre aberta e disponível B.L.U.S.A. (*) Porquê ? Afinal de contas só foram trinta gajos, foda-se. Em setecentos e cinquenta e oito mil trezentos e vinte e três funcionários públicos trinta gajos? Isso é o quê? É menos que um cagagésimo, equivalente temporal ao instante que medeia a mudança de um semáforo para verde e a buzinadela do fogareiro atrás de nós. Aos deputados faltosos deveria ser aplicado, sem contemplações, um rotundo chumbo por faltas.
(*) Blogosfera Lusa
(*) Blogosfera Lusa
sexta-feira, dezembro 05, 2008
À Vossa!
Tem crescido com força a marcação cerrada que os monárquicos portugueses têm feito à expectável comemoração do regime nos cem anos de República. Como já referi aqui, mais ninguém se lembraria de comemorar este centenário. Um centenário comemorável só pode ser o de alguém como o do Manoel de Oliveira, um gajo que faz cem anos hoje e que se apresentou ainda noutro dia na televisão com a cabeça cheia de cabelos pretos, uma postura juvenil e um casaco de cabedal fora de série. Também acho que alguns dos filmes dele são chatos: dez minutos de plano fixo podem fazer boa fotografia mas, caros amigos, não é cinema: cinema é imagem em movimento.
A República, por outro lado, é movimento sem imagem. Pensar que mais de metade do Parlamento se recusou a prestar homenagem a um Chefe de Estado assassinado com um miserável minuto de silêncio com o pretexto de que não se pode reescrever a história enche-me de pasmo. Essa é a imagem possível da República portuguesa: um regime de cinzentismo, encobrimento, que tresanda a hipocrisia e má fé.
A República, por outro lado, é movimento sem imagem. Pensar que mais de metade do Parlamento se recusou a prestar homenagem a um Chefe de Estado assassinado com um miserável minuto de silêncio com o pretexto de que não se pode reescrever a história enche-me de pasmo. Essa é a imagem possível da República portuguesa: um regime de cinzentismo, encobrimento, que tresanda a hipocrisia e má fé.
quarta-feira, dezembro 03, 2008
Novo template
Pois foi. Mudei o template da merda do blog. Este é um template que se consegue após profiados esforços na escritação. Há já um tempo largo gordo e fundo que ansiava por mudar o template da merda do blog.
Agora já está.
Hoje foi dia de greve de professores, o que descobri na ausência de trânsito a caminho do Algarve, zona norte e ultramarina de Marrocos & Cia. Gosto da ideia de que as greves de professores servem para o fluir do trânsito, para desanuviar os vários caminhos que conduzem Portugal a outros sítios de Portugal. Esta greve de professores vem no alinhamento do último congresso do PCP; enquanto no congresso do PCP se aplaudiam regimes como o da Coreia do Norte, da China e de Cuba, a greve de professores contra qualquer tipo de avaliação faz eco na obscenidade do silêncio que acoitou a avaliação administrativa deles, professores, na Madeira. Passo a explicar: É sintomático do laxismo mental em que se encontra mergulhada a classse de funcionários públicos e partidários deste país (leia-se professores e filiados no PCP) quando penso na simultaneidade da passagem em claro da "avaliação" de professores na Madeira e o bezerranço que aconteceu este fim de semana no Campo Pequeno. Deve ser por tiradas destas que este blog é, erradamente, classificado como de extrema direita. Que se foda.
A caminho do Algarve, vi uma águia calmamente poisada num dos dez mil seiscentos e quarenta e dois postes que seguram uma vedação entre as áreas de serviço de Grândola e Aljustrel.
Com a máquina fotográfica ao alcance de um sopapo não vislumbrei todavia ocasião em que lhe pudesse deitar a mão e disparar. A águia percebeu isso e permaneceu, majestática e com a tranquilidade soberana que é apanágio de rapaces, poisada no poste enquanto passei por ela a trinta e quatro quilómetros por hora, entalado entre uma carrinha Renault e a buzinadela furibunda de um camião Luís Simões pilotado por um fanático do FCP. As merdas que se vêem e acontecem a caminho do trabalho davam para encher metade de um livro de receitas para dietéticos compulsivos.
Agora já está.
Hoje foi dia de greve de professores, o que descobri na ausência de trânsito a caminho do Algarve, zona norte e ultramarina de Marrocos & Cia. Gosto da ideia de que as greves de professores servem para o fluir do trânsito, para desanuviar os vários caminhos que conduzem Portugal a outros sítios de Portugal. Esta greve de professores vem no alinhamento do último congresso do PCP; enquanto no congresso do PCP se aplaudiam regimes como o da Coreia do Norte, da China e de Cuba, a greve de professores contra qualquer tipo de avaliação faz eco na obscenidade do silêncio que acoitou a avaliação administrativa deles, professores, na Madeira. Passo a explicar: É sintomático do laxismo mental em que se encontra mergulhada a classse de funcionários públicos e partidários deste país (leia-se professores e filiados no PCP) quando penso na simultaneidade da passagem em claro da "avaliação" de professores na Madeira e o bezerranço que aconteceu este fim de semana no Campo Pequeno. Deve ser por tiradas destas que este blog é, erradamente, classificado como de extrema direita. Que se foda.
A caminho do Algarve, vi uma águia calmamente poisada num dos dez mil seiscentos e quarenta e dois postes que seguram uma vedação entre as áreas de serviço de Grândola e Aljustrel.
Com a máquina fotográfica ao alcance de um sopapo não vislumbrei todavia ocasião em que lhe pudesse deitar a mão e disparar. A águia percebeu isso e permaneceu, majestática e com a tranquilidade soberana que é apanágio de rapaces, poisada no poste enquanto passei por ela a trinta e quatro quilómetros por hora, entalado entre uma carrinha Renault e a buzinadela furibunda de um camião Luís Simões pilotado por um fanático do FCP. As merdas que se vêem e acontecem a caminho do trabalho davam para encher metade de um livro de receitas para dietéticos compulsivos.
segunda-feira, dezembro 01, 2008
1640
______________Imagem retirada daqui.Há trezentos e sessenta e oito anos Portugal dava a primeira sacudidela a sessenta anos de subordinação a Espanha abrindo caminho à (mais uma) luta pela independência, numa guerra que durou vinte e oito anos seguidos. À margem do regime actual, há quem insista em recordar os seus antepassados e a sua terra que deram o sangue e o chão para Portugal continuar. Como em Santo Aleixo, concelho de Moura, por exemplo. Escritores como José Saramago e Arturo Pérez-Reverte acham que não, que não faz sentido Portugal ser um país independente de Espanha.
Vão até lá, até Santo Aleixo regougar a ver o que os da terra pensam disso.
Vão até lá, até Santo Aleixo regougar a ver o que os da terra pensam disso.
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