segunda-feira, janeiro 31, 2005

O ácaro

Algo se passa.
Não é só o Expresso que dispõe da boa vontade de canideos sobredotados na produção de escrita, como eu já referi aqui.
O Público também dispõe de um valioso contributo alimário. Trata-se de um ácaro mutante e xenófobo que ora perorando sobre isto ora opinando sobre aquilo se vai enchendo e inchando dia após dia qual carraça vampirizadora, à custa da verborreia compulsiva e gráficamente expulsa de que é acometido sempre que se dispõe a imitar o que de mais nobre o homem faz: escrever.
Eis alguns excertos que extraí e cuidadosamente separei do monte de asneiras que a criatura achou por bem pendurar do seu nome no Público de hoje:

(...)Deve ter sido um daqueles brasileiros que o orientam na campanha e lhe fazem hinos de menino e guerreiro.(...)

Outra :

(..)Ou desses que põem nos cartazes coisas como "este sim, sabe quem é".(...)

Outra ainda:

Há dois ou três dias, o mesmo brasileiro, vindo directamente do Bois de Boulogne ou da floresta da Tijuca, descobriu que o grande tema que dividia a sociedade portuguesa...(...)

Encontram aqui o artigo completo no qual o ácaro xenófobo dá largas ao seu racismo viperino acompanhado de um azedume biliar de dimensão tal que faria passar por santa uma hidra dos infernos com sete dias de menstruada.


domingo, janeiro 30, 2005

Alentejo II

O fim de tarde ia acontecendo, com sol forte e sem vento, sobre as searas de trigo a perder de vista. A hora era de Alentejo em ponto. Atravessando essa paisagem, salpicada por azinheiras e sobreiros centenários, arrastavam-se devagar e silenciosos dois pastores conduzindo sem pressas o rebanho aos currais do Monte, que ficava aí a uns dois quilómetros para poente.
De olhos postos no chão, que o sol estava áspero e encadeante, um deles repara em uma ponta de charuto caída entre a erva seca, na berma do caminho. Pára, baixa-se lentamente e segura a beata de charuto com cuidado. Enquanto se endireita, com o vagar e perplexidade de quem tem todo o tempo do mundo mas acabou de fazer uma descoberta súbita, rola lentamente a beata de charuto entre o polegar e o indicador da mão direita. Diz:

- Sabes uma coisa Zé? Isto, isto é que é fumar. Olha bem p'ra isto. Igualzinho aos do Engenheiro.

Metendo a mão esquerda no bolso das calças, por debaixo dos safões encardidos, retira um velho isqueiro a gasolina com que acende a beata de charuto. Após inspirar profundamente duas longas fumaças, deixa sair o fumo devagarinho por entre os dentes descarnados pela piorreia e os beiços entreabertos. Observa por instantes o morrão aceso, as sobrancelhas arqueadas e, pensativo, diz:

- Um gajo pranta uma merda destas nas beiças e sente-se logo rico, pôceras!-
- Ah é? - respondeu o outro.
- É pois. Tás vendo além aquele olival entre a arceada do pasto e o cabeço da viúva?
- Tou. Que é que tem?-
- Amanhã vou comprá-lo. Todinho.
- Porra, pá. passa-me aí essa merda e deixa-me cá experimentar também pra ver como é que é.-

O outro passa-lhe a beata de charuto e ele dá duas fumaças curtas seguidas de uma longa e bem puxada. Enquanto solta o fumo devagarinho, semicerra os olhos na direcção do olival entre a arceada do pasto e o cabeço da viúva. Diz:

-É verdade Tói tu tens razão. Um gajo sente-se logo outro. Mas dizias tu...
- Disse que vou comprar aquele olival além, entre a arceada do pasto e o cabeço da viúva.
-Nããã. Não me parece.
-Então porquê?
- Porque não to vendo.

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Parabéns !

Ao Tugir que faz um ano hoje, já anda e já fala!

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Time Machine



Viajar no tempo é possível. Foi assim que aqui cheguei, claro. Mas isso é assunto para outro dia.
Para hoje convido-vos a viajar no tempo da blogosfera, e não só.
Lembram-se do yahoo em 1996 ? Ou do sapo em 1997 ? E do Aviz ou do Contra a Corrente em 2003 ?
Basta escrever o web site que quiserem. Eis a Máquina. Boa viagem.

À bruta

Pacheco Pereira mostra aqui que o que o move nesta sua cruzada contra o seu próprio partido é uma crise de gerações. Apenas e só.
Tem mais quatro semanas para dar cacetada. Depois acabou-se.

quarta-feira, janeiro 26, 2005

Brincar com o fogo

O sequestro do embaixador guineense na Rússia de Putin ameaça ficar fora de controlo.
Sabendo-se a visceral indisposição provocada em Putin e os acessos de mau génio de que é acometido quando se verificam sequestros em terras do czar, prevê-se desgraça.
Os sequestradores no entanto, habituados na infância a banhos com crocodilos e tubarões, proferiram declarações sobre as razões que os levaram a agir que ficarão na história, pela sua infantilidade e justeza. A acompanhar mais logo. Na RTP, provávelmente.

Histórias de encantar I

Era uma vez um naufrágio. A ele sobreviveram dois tipos, ambos feridos: um ficara totalmente cego e o outro ficara cego de um olho e só via pelo cantinho do outro olho.

Tendo conseguido trepar para um escaler equipado com um par de remos e um leme à popa, o que via pelo cantinho do olho decidiu que o melhor para ambos seria ir ele ao leme e o cego que remasse. E assim foi. Ao fim de uma semana porém, o cego manifestava evidentes sinais de cansaço pelo que decidiram trocar. Passou o cego para o leme e o que via pelo cantinho do olho pegou nos remos. Os tubarões escoltavam a desgraça. De vez em quando o que via pelo cantinho do olho olhava com isso para trás e ia dando orientações ao cego sentado na popa do escaler, ao leme.

“Mais para a esquerda” ou “mais para a direita” berrava o remador que isso de “bombordo” e “estibordo” era conversa de navegantes e eles não passavam de meros candidatos a 1º Ministro, sobreviventes de umas férias num cruzeiro. A certa altura, num intervalo entre duas olhadelas, o escaler embateu em qualquer coisa o que fez com que o punho de um remo saltasse da mão e acertasse precisamente no cantinho do olho são do remador cegando-o por completo. “É o fim!!” berrou o remador. O cego pensou que tinham chegado à costa, e de pronto saltou do barco berrando “Boa! Boa!”.

Os tubarões mostraram-lhe quão errado estava.

O que via pelo cantinho do olho, com aquilo tudo de remar e olhar para trás, do impacto, do remo a saltar, a acertar-lhe no cantinho do olho e a cegá-lo ficou sem perceber patavina do que se passava. Ao ouvir o cego saltar para a água gritando “Boa!” julgou que tinham chegado à costa e saltou. Segundo e derradeiro esclarecimento por parte dos tubarões.

Silêncio no oceano.

terça-feira, janeiro 25, 2005

Enter O Melenas

João Soares, antes de enlouquecer, quando percebeu que ia perder a Câmara de Lisboa organizou um comício dramático no Pavilhão Carlos Lopes em Lisboa onde até Vasco Lourenço, entre outros, marcaram passo e presença. Os pais também foram. Parecia a história do saudoso Egas Moniz, mas ao contrário.
De nada lhe serviu.
Três anos depois, Sócrates e sus muchachos acharam por bem abrilhantar a pré-campanha e, conseqentemente a própria campanha das Legislativas-2005, com a presença discreta de O Melenas, mais conhecido por António Guterres.
O Melenas, que em 2002 batera em retirada em passo acelerado e de cauda recolhida na sequência de uma monumental derrota do PS nas autárquicas, regressa agora ciente da amnésia colectiva que, julga ele, ciclicamente acomete o eleitorado nativo. Enquanto Durão Barroso saiu de 1ºMinistro de Portugal para ser Presidente da Comissão Europeia, António Guterres apenas saiu. Chateou-se e foi-se embora.
Bateu com a porta. Deu de frosques. Bute. Bazou. E agora voltou como se nada tivesse acontecido, dando palmadinhas nas costas de Sócrates soltando graçolas tipo "e com maioria absoluta precisamos de 2 mandatos" seguidas de gargalhadinhas de hiena.
É extraordinário.

!!! Parabéns !!!



A Sancha faz anos hoje !!! Parabéns !!!

segunda-feira, janeiro 24, 2005

20.000.000



> take back the web <

Com vinte milhões de downloads atingidos, este browser espectáculo constitui uma séria ameaça
ao internet explorer.


Desafio aceite

Obrigado ao sapo.

sábado, janeiro 22, 2005

Quem escreve o quê


"Porque, perante o desnorte que tomou conta dos sociais-democratas, muitos votantes tradicionais do PSD poderiam ser tentados a votar no PS."

Este parágrafo, extraído da edição de o Expresso de 22 de Janeiro de 2005 e assinado pelo seu Director - Arquitecto, foi a prova real, para a equipa de investigadores da recém criada Unidade de Investigação da Comunicação e Linguagem, de que os textos publicados no Expresso e assinados pelo seu Director são, na realidade, da autoria de Giraldo, um cão rafeiro alentejano sobredotado encontrado à porta de uma tasca numa rua de Serpa.
O carácter óbvio de satisfação fisiológica de que se reveste o acto de votar tal como é manifestamente exposto no referido parágrafo (como se o acto de votar fosse, de algum modo, resultado de uma urgência orgânica de qualquer tipo) , demonstra à saciedade que o autor do mesmo só consegue associar à expressão de uma acção ou seja a um verbo, uma necessidade fisiológica básica e comezinha óbviamente relacionada com actividades básicas do tipo alimentação, dessedentação, sono, defecação ou reprodução.
A suspeita de que o Expresso dispunha da colaboração de canideos sobredotados na elaboração de alguns dos seus artigos de fundo e crónicas de opinião fora já levantada há uma semana quando um conhecido cão de água, também sobredotado e de nome Alqueva, fora considerado, à boca pequena, o verdadeiro autor do novo espaço posto à disposição de João Carlos Espada na última página do Suplemento Actual intitulado Mar Aberto.

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Notícia parva III

O conhecido colunista do Público Eduardo Prado Coelho foi encontrado esta manhã sentado à porta de casa do Dr. João Salgueiro manifestando sinais de profundo desnorte.

Quando inquirido por um cívico de serviço sobre qual a razão de tal desalinho em actor tão conhecido, Prado Coelho balbuciou frases desconexas enquanto coçava com determinação os testículos com a mão esquerda. Na mão direita segurava um molho de folhas A4 reconhecendo-se perfeitamente em uma delas a sua própria fotografia.

Perante a expressão decidida da porteira tipo não quero merdas destas aqui à porta do prédio do Senhor Doutor, o cívico de serviço, apertando-lhe simultâneamente o interrogatório e o hiperactivo braço esquerdo, enquanto o conduzia à esquadra local foi-lhe arrancando a pouco e pouco uma atabalhoada explicação que abrangia dissertações ininteligíveis sobre romances franceses e putativas listas de candidatos da SEDES nas próximas eleições legislativas, das quais ele faria parte como cabeça de lista.

À hora do fecho desta edição a esquadra local encontrava-se cercada por uma unidade de comandos parquedistas sabendo-se que no seu interior os guardas de serviço se tinham entregue a cenas degradantes de choro, ranger de dentes e ensurdecedora flatulência após terem escutado uma dissertação sobre estruturalismo da parte do reputado professor.

Desafio

Seria interessante que o Serviço de Apontadores de Portugal, vulgo sapo, abrisse uma "caixa" no seu site dedicada às eleições onde se pudessem encontrar os diferentes programas eleitorais dos diferentes partidos, já que não temos círculos uninominais, bem como a constituição dos governos propostos para além das calixtas votações tipo "Acha que Sócrates deveria ter aceite o pedido de desculpas de Santana?" Fica aqui o desafio.

quinta-feira, janeiro 20, 2005

O Arquitecto que se tornou Pintor



Porta de Estação - Manuel Amado

Apelo

O Presidente da Causa Real ao apelar aqui aos monárquicos para não votarem nem no PPM nem no MPT nas eleições do próximo dia 20 de Fevereiro presta um mau serviço a Portugal.

Num momento em que todas as baterias estão assestadas contra um governo que em 4 meses arrancou com medidas inadiáveis que tantos outros nem se atreveram a pensar ao longo de 30 anos, a divisão que o Sr. António Sousa Cardoso pretende criar entre os monárquicos é inadmissível mas comprensível quando vem da parte de quem tão pouco ou nada tem contribuído para a divulgação das inegáveis vantagens que um regime monárquico teria para Portugal. António Sampayo e Mello fez mais por isso num único artigo de opinião publicado no Expresso há cerca de um mês do que o Sr. Cardoso num ano como Presidente da Causa Real.

As suas conhecidas posições anti-europeístas são mais próprias de uma direita salazarista, retrógrada e bafienta que se revê apenas nos jantares anuais de conjurados ou nas missas de 5 de Fevereiro na Igreja de S. Vicente de Fora.

A monarquia que se pretende para Portugal nunca será a dos talassas arrogantes de cachucho no dedo e de autocolante na traseira do carro. A monarquia que se pretende para Portugal é a que põe os interesses do País à frente das intrigas palacianas de quem tem pouco que fazer e muito que comer.

Portugal não tem tempo a perder.

Faço-lhe aqui um apelo, Sr. Cardoso: preste um último serviço à Causa que diz defender. Demita-se.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Reformas precisam-se

Qualquer reforma da administração pública deveria contemplar uma saudável purga de funcionários públicos.
Há funcionários públicos a mais.
Estão em todo o lado. São candidatos aos concursos de TV, sempre que há um inquérito de rua aparecem logo dezassete, estão sempre à nossa frente nas bichas para os balcões dos bancos, nas farmácias e nos supermercados. Têm sempre opinião sobre tudo e mais umas botas e são incompetentes.
Acima de tudo são incompetentes. E porquê ? Pergunto eu.
Porque, respondo eu, são muitos e ganham pouco. Há sempre uns 2 ou 3 livres em cada serviço ou secção para "ir à bica" nas horas de expediente.
Além disso enchem os transportes públicos disseminando odores infestantes e fragrâncias de vómito que vão da bufa traiçoeira ao desodorizante para cão passando por nuances várias, de sovacos assestados nas narinas do conterrâneo mais próximo. O suplício de suportar funcionários públicos a caminho do serviço agudiza-se a partir de meio da semana. A meio da semana o pivete adensa-se na razão directa da intensidade com que se telemovem uns aos outros contando as mais inconcebíveis parvoíces sendo que todas começam por "É assim..."
Um verdadeiro inferno.
Chegando o fim de semana o pesadelo toma formas e proporções rodoviárias. Atafulham as avenidas, ruas e rotundas com o carro que só usam ao fim de semana saindo e entrando do perímetro urbano como rendeiras de bilros no cio. E isto se não se envolvem em
acidentes dos quais 96% são resultado da sua inépcia ao volante e total desconhecimento do código da estrada e da prática da condução.
Os outros 4% são intencionais.
Com tão grandes reservas de ouro, Portugal bem poderia pôr algum de parte para negociar reformas antecipadas com a maioria dos funcionários públicos.
Os restantes , reduzidos ao mínimo essencial, aí uns 15% do número actual, seriam principescamente bem pagos, o que os tornaria à prova de corrupção bem como extremamente dedicados no seu trabalho do dia a dia. É que se não fossem eficientes e competentes, ao nível do que a mais antiga Nação da Europa tem o direito de exigir, seriam sumariamente postos no olho da rua.

terça-feira, janeiro 18, 2005

A República no seu melhor

O Eng. José Sócrates que , enquanto Ministro do Ambiente do Governo de António Guterres desanexou do Parque Natural da Arrábida, por despacho, as pedreiras que esventram as encostas da Serra, é candidato a 1º Ministro da República.

O Eng. José Sócrates que, enquanto ministro de António Guterres, doou para sede da DECO um imóvel público no valor de um milhão de Euros, é candidato a 1º Ministro da República.


segunda-feira, janeiro 17, 2005

!SPAM!

O estrondo surdo do choque tecnológico.
Uma nova abordagem em comunicação.
Um encontrão com o eleitor.
Uma sugestão de Jorge Coelho ?
Hadem ver que sim.

domingo, janeiro 16, 2005

Curiosidade

O destaque que vinha sendo dado a Absolut Sócrates na 1ª página de várias edições do Expresso deixou de acontecer com esta edição. Exactamente após Sócrates ter declarado que iria propor um referendo sobre a despenalização do aborto antes mesmo do referendo sobre a constituição europeia.

Ora toda a gente sabe.
A posição .
Que o Arquitecto, Director do Expresso tem.
Sobre este assunto.
E como a manifesta.
Assim.
Aos socalcos.

Mas deve ser só coincidência, claro.

A falência do regime republicano

O Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio, fez as pazes com a sua família política ao dissolver a Assembleia Legislativa, conduzindo com isso à demissão do governo, à convocação de eleições antecipadas, à paragem de Portugal.

Dois dias antes do fim do ano, com a cumplicidade do Expresso, quis que se soubesse o que iria dizer no discurso do dia de Ano Novo, numa iniciativa de press-release que pouco ou nada tem de sentido de estado, com o objectivo de preparar as hostes sobre o que iria ser a essência do referido discurso: o apelo a um pacto de regime entre o PS e o PSD. No entanto, poucos dias depois do discurso de Ano Novo, num programa televisivo (Expresso da Meia Noite) sugere a urgência da revisão do sistema político mandando com isso às malvas todo e qualquer possível pacto de regime antes das eleições.

Entretanto o jornal Expresso continua a fazer o que pode pela campanha socialista, pressagiando-lhe maiorias incontestáveis, futuros risonhos enquanto se esmera no esmagamento sem piedade do governo dos quatro meses. E porquê ? Porque aproveitando-se da clivagem que existe dentro do PSD toma inequívocamente o partido dos que preferem a derrota do partido nestas legislativas para depois consagrarem Cavaco Silva nas presidenciais de 2006. Tão simples como isto. E a que preço também. Todas as reformas iniciadas pelo governo de Santana Lopes correm o risco de ficar adiadas para sempre se o PS ganhar as próximas eleições legislativas. Por outro lado Cavaco, o mastigador, será o Presidente em 2006 se isso acontecer. A frágil economia portuguesa não pode continuar a ficar permanentemente refém destes jogos políticos, sendo constantemente prejudicada à conta das ambições “académicas” de meia dúzia de políticos de pacotilha sem escrúpulos que, quando tiveram o poder se limitaram a usufruí-lo em vez de exercê-lo. Porque é que não se procedeu à consolidação orçamental nos governos de António Guterres quando tudo teria sido mais fácil? Porque se preferiu estafar dinheiro e recursos em vez de acautelar o futuro. Cavaco Silva foi 1º Ministro durante 10 anos e nunca teve coragem para mexer na lei do arrendamento. Porquê?
Porque preferiu continuar a assistir ao endividamento constante e crescente das jovens famílias portuguesas enquanto os Bancos, que são na realidade os grandes senhorios deste país, auferiam chorudos lucros pelos empréstimos concedidos beneficiando ainda de taxas de IRC anedóticas. O Partido Socialista manteve tudo na mesma. Esta é a realidade que o Partido Socialista e alguns barões do PSD não querem ver alterada. Barões que preferem ver o próprio partido a perder eleições do que reconhecer o mérito governativo de uma nova geração que não só tem projectos de desenvolvimento concretos como também tem a coragem política de os levar a bom termo. Coisa que eles nunca conseguiram.

E o Presidente da República o que é que faz ? Faz aquilo que todo e qualquer Chefe de Estado de uma República faz: zela pelo interesse de alguns em prejuízo do interesse de todos. Zela pela família socialista e despreza Portugal. O Chefe de Estado tem que ser suprapartidário. O Chefe de Estado tem que ser o Rei. Só assim teremos a quem pedir responsabilidades pelo que sucede com o nosso país. Não a um Presidente da República, qualquer que ele seja, eleito por um ou outro partido político e que, cínicamente, se auto-intitula Presidente de todos os portugueses, optando pela desestabilização face à consolidação económica e estabilidade política. Não a um chefe de Estado a prazo, e com fim de mandato à vista.

sexta-feira, janeiro 14, 2005



Miguel Sousa Tavares e as mulheres

A propósito de Sónia Fertuzinho ser Presidente das mulheres Socialistas.

5º Parágrafo:
"Há dias atrás, aqui no PÚBLICO, Ana Sá Lopes fez o favor de me recordar, que ela (Sónia Fertuzinho) "se destacou pelo seu trabalho parlamentar e, nomeadamente no combate pela despenalização do aborto"."

6º Parágrafo
"Temos pois que o ter sido contra a despenalização do aborto me parece coisa pouca no currículo da deputada Sónia Fertuzinhos."

Vem hoje no PÚBLICO. A sério.


A frase da campanha

Disse-a Jorge Coelho, o guru, quando confrontado com a recusa do PS em aceitar o desafio para um debate televisivo sobre economia e finanças entre Pedro Santana Lopes e José Sócrates :
“O PS não tem medo de contactar com os eleitores e, por isso, não se refugia nos estúdios de televisão”. Vem na página 9 do PÚBLICO de 12 de Janeiro de 2005

Em 2000 António Guterres quando confrontado com o significado de email confessava às câmaras de televisão que tinha ideia que era qualquer coisa que tinha a ver com a internet embora não percebesse muito disso e , sorrindo, acrescentou que não era utilizador.

Como quem diz “Não fumo” quando alguém lhe pede um cigarro.

Um ano depois, uma campanha relâmpago contra a construção de um elevador para o Castelo de S. Jorge, iniciada precisamente na internet, conduziria irreversívelmente João Soares à condição de fóssil político. Três anos depois, para quem disso duvidasse (no PS pensa-se devagar e a memória é para esquecer) o congresso que elegeu Sócrates como novo paladino com mais de 80% dos votos concedeu 2% a João Soares que, ao minimizar o resultado, demonstrou ter enlouquecido em definitivo.

A frase de Jorge Coelho significa que:

1 – Daqui a 2 anos o PS estará a desdenhar a rádio.

2 – Para o PS, o e-governement, os blogs, as páginas electrónicas, os sites, a internet e todo espantoso potencial de comunicação que está, democráticamente, nas pontas dos dedos de cada português, de cada um de nós, de mim que o escrevo e do leitor que aqui chegou, é, no mínimo, desprezível. Coisa de putos. Ou de desempregados. Ou de reformados.

3 – Ao desprezar a importância da comunicação em democracia, o PS demonstra o profundo desprezo que tem pelo eleitorado. Para o PS os eleitores são estúpidos, não percebem nada de debates televisivos e só se interessam a sério pelos políticos quando assistem in loco, nos mercados, nas ruas etc., às promessas por eles feitas e que depois se estão nas tintas para cumprir. Em 1995 foi a promessa do PS de passar Canas de Senhorim a sede de concelho por exemplo. Até hoje.

4 – Para o PS, todo o mal que se disser de um governo que em 4 meses decidiu e fez mais do que tantos em trinta anos de políticamente correcto ousaram pensar, é pouco desde que contribua para a derrota da direita no próximo dia 20 de Fevereiro. Ao não desdenhar, inclusive, o serviço que alguma direita lhe tem feito de forma descarada na imprensa o PS vende-se de barato para recuperar o poder pelo poder. Veja-se como o Expresso, que defendeu em editorial uma posição contra a despenalização do aborto, vem trazendo, edição atrás de edição, o Absolut Sócrates nas palminhas. Será que o continuará a fazer após a proposta de Sócrates para a realização de novo referendo sobre o aborto a preceder o referendo sobre a Europa?

5 – Ao não conseguir propor nenhuma alternativa possível, credível, viável e inadiável num programa de governo que tem sido, decerto, a mais difícil redacção que António Vitorino teve que fazer em toda a sua rosada e rubicunda existência, o PS aguarda quietinho, caladinho, sem apelos ao contraditório, que o estrelai, o estardalhaço e o espavento feitos pelos jornais e pelos jornalistas que, de Equador debaixo do braço, não couberam no modesto Falcon que o Ministro Morais Sarmento usou para ir à ilha do Príncipe (contráriamente ao amplo espaço de que dispuseram e vêm dispondo nos Boeings utilizados por Soares e Sampaio) chegue para nos convencer que votar na direita é políticamente incorrecto.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

O pesadelo

Alberto João Jardim tem um pesadelo recorrente que é assim:
Todas as noites, no quase quase adormecer, ouve ao longe os ecos de uma melodia "...a plaina corre ligeira, tornando lisa a madeira..."

O Barril no horizonte

Blues inspirado na barba esférica que diáriamente parasita o PÚBLICO e que (se) assina Eduardo Prado Coelho:

É sempre com cautelas de ourives que aborda temas da actualidade. Temas e assuntos que ainda não tiveram tempo para se tornarem objecto de estudo por parte de intelectuais de renome. Franceses, de preferência. Enquanto espera dispersa-se. Ora se socorre de lucubrações melancólicas que o saudosismo lhe suscita, ora salta para o terreiro brandindo a pena em defesa do indefensável.
Mas a tentação da abordagem pessoal está lá! Pequenina, nervosa, inquieta. Ineficaz mas exigente; a dúvida metódica: O que será ganhar um prémio? as eleições ? um tsunami ? O que será uma pergunta ? Enquanto as doutas frases dos provectos e sábios intelectuais, franceses de preferência, não são publicadas, traduzidas comentadas e criticadas, ao dispôr do vácuo voraz da sua mente oca, para prontamente serem sugadas para o interior do vazio escuro que é a sua caixa craniana, ele disserta. Com a delicadeza relojoeira de um “gourmand” a dissecar acepipes milimétricos, o espesso e barbudo barril opina, diz, escreve, sugere, impõe, massacra, desdenha, elogia, regurgita enfim enfastiado aquilo que acha por bem pendurar do seu nome.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Contas

Pelo que se pode ver aqui, nem todos são bons em contas.
O total somado dá 97% ...Faltam 3%.
Se em vez de votos fossem milhões de Euros fazia mossa.
E depois ainda querem entregar a economia à esquerda.

terça-feira, janeiro 11, 2005

Estes castelhanos...
E´sempre a mesma coisa.

Agora Portugal vai ter um rumo

Pois vai. Em rota de colisão contra José Sócrates.
Se Sócrates promete a criação de 150 mil postos de trabalho durante uma legislatura, significa que promete, em média, a criação de 103 postos de trabalho por dia.
Significa que, além de não saber o que irá dizer na campanha, também não sabe o que diz neste momento. É grave. Sobretudo para quem grita “Voltar a Acreditar” em outdoors.

Encadeado pela luz fortíssima que desponta ao fundo túnel, é essa a sua expressão no cartaz de campanha: a cara contraída num esgar encadeado, Sócrates alucina pedindo aos deuses para nunca ganhar estas eleições.
Façam-lhe esse favor. Por caridade.

O regresso

O Contra a Corrente voltou.
Dezoito dias de ausência foi o máximo que conseguiu.
Não conseguiu abandonar-nos nem sacudir o bicho da escrita.
Ainda bem.

segunda-feira, janeiro 10, 2005

Alentejo I

A coisa era assim havia anos. Em todos eles o Ti Zé vinha d’Elvas, onde morava, e estadava-se em Borba por alturas da Feira de Santos. Hospedava-se em casa da Ti Maria, que era sempre avisada da sua chegada com dois meses de antecedência. Um ano, acossado pelo tempo e por maleitas várias o Ti Zé não se julgou capaz de aparecer na Feira. Não marcou estada na da Ti Maria.
Entretanto melhorou e três semanas antes da feira, em cima da hora portanto, resolveu aparecer a marcar dormida.
- Agora, Ti Zé? Agora já não tenho vaga... – Lamentou-se Ti Maria. –Mas se vomecê for à do Ti João pode ser qu’ele vá em lhe arranjando qualquer coisa.

E ele lá foi, de saca às costas e as botas cardadas ressoando na calçada.

- Entre, entre Ti Zé que em acabando aqui este serviço já lhe arranjo onde dormir.
E assim foi.
A meio da noite porém, Ti João foi dar com um sonolento Ti Zé deambulando pelo corredor da casa murmurando rezas e coisas.
- Atão que se passa Ti Zé ? Acabou-se-lhe o sono ?
- Eu não. A cama está é cheia de percevejos!
- Atão pois, que é como pertence. Vomecê queria que a cama estivesse cheia de quê? Pintassilgos?

Livros II

A homenagem que, em Outubro, os atribuidores do Prémio Nobel planeiam fazer ao escritor português António Lobo Antunes com a entrega que lhe farão de uma menção honrosa pelo facto de ele ser o mais antigo candidato ao Prémio Nobel da Literatura é de uma perversidade assinalável, compatível com a consagração de Saramago.
E isto porque embora lhe reconheçam o esforço e por isso lhe concedam um prémio - uma menção honrosa é um prémio - traçam-lhe o destino, que é como quem diz, "...mas, escrevas o que escreveres, nunca O terás".
Prémios de consolação não. Isso dá-se aos que ficam em segundo lugar nas gincanas da pré-primária.

Livros I

Afinal parece que a castiça Buchholz não se encontra assim tão mal.
Vai só mudar de dono. Ainda bem, porque pelo andar da carruagem mais o passivo atrelado então é que se finava mesmo. José Leal Loureiro, é o salvador. Vem no suplemento "Actual" do Expresso Nº1680 de 8 de Janeiro de 2005. E já vinha no PÚBLICO de dia 6.
Não foi o Aviz que descobriu isso sozinho.


domingo, janeiro 09, 2005


Em 1º

sexta-feira, janeiro 07, 2005

3 - presidenciáveis -3

Há uma insuportável arrogância por parte da classe política na forma como trata o eleitorado.
Quando Guterres bateu com a porta de S. Bento, usando como pretexto uma derrota do PS nas autárquicas, fê-lo na sequência de crises políticas monumentais dentro do seu governo, a meter conferências de imprensa por parte de alguns dos envolvidos, com ataques pessoais na imprensa etc., etc. O Presidente da República chamou-o a atenção ? Não. Ameaçou demitir o Parlamento ? Não. Demitiu o Governo ? Não. Chegou, inclusive, a manifestar-lhe total solidariedade ( quando Guterres já se encontrava do lado de lá da porta que batera) apelando-lhe que regressasse para dentro, que estava frio lá fora, que ele não tinha a culpa do desaire eleitoral das autárquicas, que tinha que continuar à frente do governo e que tal e coiso etc., e tal . Mas Guterres já partira, de melena ao vento, iniciando a travessia do deserto que, pensa ele, o conduzirá inexorávelmente ao lado de dentro da porta de Belém.
Isto, claro, à conta da congénita falta de memória do eleitorado nacional.
E vai um.

A atitude auto-stalinista de Cavaco Silva ao exigir que fosse retirada a sua imagem do ramalhete de 1ºs Ministros do PSD (próprio cartaz aliás evoca à saciedade a iconografia soviética) frisando bem que se estava a distanciar da vida partidária, revela que a descrição com que avança para Belém é idêntica à que se pode presenciar no desfile da banda dos Bombeiros Voluntários de Sobral de Monte Agraço, seguida de uma largada de toiros.
Para o Schwarzenegger nacional, a congénita falta de memória do eleitorado, fará com que, entre outras coisas, o bloqueio da Ponte, o "não leio jornais", o "nunca me engano e raramente tenho dúvidas" , o mastigar Bolo-Rei de boca aberta aos microfones da comunicação social, enfim as variadíssimas demonstrações de pura arrogância e total falta de respeito pelo país de que era 1º Ministro, sejam sumáriamente esquecidas e que a Presidência da República seja o corolário natural de uma vida académica irrepreensível.
E vão dois.

Há todavia alguém que, ou muito me engano ou será O candidato.
Com uma carreira política sem mácula, que inclui uma passagem pela Assembleia Geral da ONU, descomprometido partidáriamente (tendo inclusive sido escorraçado do partido que fundou), assumindo posições frequentemente polémicas em assuntos tão diferentes como a Regionalização, a Guerra do Iraque e a despenalização do aborto, Diogo Freitas do Amaral é a única personalidade que, tendo conseguido reunir um consenso alargado por parte do eleitorado de esquerda e de direita, se pode apresentar como genuíno candidato à Presidência da República de todos os portugueses em 2006.
E vão três.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Conversa chata

Desde o dia 2 que o Aviz só fala de direitos de autor e de bibliotecas e de mais bibliotecas e mais direitos de autor e o camandro. Está a ficar quase tão chato como o Abrupto (sem link! Jamais linkarei o Abrupto, essa espécie de Eduardo Prado Coelho dos Blogs...)
E o Bookcrossing ? Onde é que vão parar os direitos de autor? Embrulha.

Divagações

Os blogs são um fenómeno curioso. Não falo de blogues, porque não passam de tentativas de complicar o que já de si é difícil de entender. O aportuguesamento serôdio de certas palavras como (blog – blogue), com medo que a boa língua pátria se fine como o latim e o grego (imagine-se! chamar língua morta à falada pelos actuais campeões europeus de futebol....grrr..) revela apenas o quão encasquetada está a opção de complicar, na burocrática, mítrica (e quiçá encuzada) forma de pensar da intelectualidade nacional.
Mantendo intacta a raiz da palavra, enxertam-lhe com um u a preceito não vá aparecer por aí alguma filoxera da escrita. Outras vezes, algumas iluminárias literárias, em arremedos anglófilos e imbuídas de Shakespeare das virilhas aos sovacos, acrescentam apóstrofos e ss no fim de palavras inglesas, como quem distribui moedas de cobre aos indigentes, julgando com isso pô-las no plural. Peasants.
Os jornais, esses então, são seara abundante em tais cereais. Ou horta rica em tais nabices. Ou eira farta de tais espigas. Ou....ok ...adiante.

Mas, dizia eu, os blogs são uma homenagem permanente a uma coisa a que nos voltámos a habituar rápidamente há, relativamente, pouco tempo : Liberdade de expressão.

Contráriamente ao que toda a gente pensa, não foi o 25-de-abril-de-1974 que trouxe isso a esta terra. Naaaa. Em 4 de Outubro de 1910, a censura não passava de uma promessa republicana. Cumprida de imediato após a Proclamação do dia seguinte.

Agora a sério. Eu, com quase 900 anos de existência, nunca pensei que a terra por que lutei e que para tal instruí meus descendentes, se viesse a tornar neste curral de bestas mansas que, daqui a nada, estão mortinhas por se tornarem mais uma província castelhana. Soubesse eu isso e vos garanto que do regaço da Raínha Santa não teriam saltado rosas, mas garrafas de bom tinto alentejano. Palavra de Rei.

6-Razões-6

O dia 4 de Janeiro de 2005 ficará na história da República Portuguesa por seis razões distintas, mas complementares:

1ª razão – A atitude do PS face à putativa candidatura de Paulo Pedroso à Assembleia da República pelo círculo eleitoral de Setúbal demonstra que, para este partido e para além de qualquer dúvida, em questões de justiça todos somos culpados até prova em contrário.

2ª razão – A candidatura, seguida de exclusão-de-lista-de-candidatos, do Sr. Pôncio Pilatos, perdão Monteiro, pelo círculo eleitoral do Porto resultou de um lamentável equívoco entre o que é uma cabine de voto e o que é um mictório de estádio de futebol.

3ª razão – A justificação do Dr. Cavaco Silva para que fosse retirada a sua fotografia de um cartaz do PSD significa que a candidatura a Chefe de Estado da República, em Portugal, faz parte de uma carreira académica.

4ª razão – A 6ª visita do Dr. PP, no cargo de Ministro da Defesa, aos estaleiros navais de Viana de Castelo não significa, obrigatóriamente, que os submarinos que desvendarão o caminho marítimo para Olivença lá serão construídos.

5ª razão – Os permanentemente tolerados insultos do Presidente da Região “Autónoma” da Ilha da Madeira aos representantes da República (que, para o bem ou para o mal, é o regime que vigora em Portugal) e o seu lugar cativo no Conselho de Estado revelam uma esquizofrenia intolerável de uma parte e uma passividade bovina da outra.

6ª razão - O histórico acordo entre confederações patronais e sindicatos, à margem da mediação governamental é, apesar de tudo, um sintoma claro de Portugal a crescer.


terça-feira, janeiro 04, 2005

Campanha eleitoral II

Ontem, no noticiário da 2, testemunhei dois factos que ilustram de certa forma a campanha eleitoral que ora se inicia. O primeiro foi a constatação de que as notícias falsas não atacam apenas os governos do PSD. A campanha de Sócrates também já foi visada. Após referir que a tal notícia falsa não merecia qualquer comentário (qualquer coisa sobre mexer nos impostos sem mexer no IVA) Sócrates quis entrar por uma porta inexistente inde iria perorar sobre a importância do 12º ano e a irrelevância que há em ter um curso de Sociologia para se ser varredor da Câmara Municipal de Cascais. Não fosse a pronta intevenção de Guilherme D'Oliveira Martins e o delfim socialista protagonizaria um número de duplo cinematográfico, projectando-se através de uma parede de vidro.

O segundo foi constatar que, na opinião de Adão Silva, a grande ameaça à reconciliação entre Duarte Lima e ele próprio, nomeadamente na constituição das listas do PSD em Bragança, vem dos (sentem-se e agarrem-se bem) escarafunchadores de cenários conspirativos. Nem mais.

Estupidez II

Outros destinos. Afinal não é só nas placas de saída das auro-estradas que se inscreve a estupidez. Também está presente no parque de estacionamento do Cascaishopping.
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